O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Vieira de Mello Filho, ameaçou impor restrições financeiras e criar uma “lista suja” contra empresas que praticam assédio eleitoral nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta 5ª feira (29.out.2026).
O ministro repudiou as demissões e o incentivo a demissões de funcionários por causa do voto. Classificou a prática como uma “infeliz iniciativa lançada nas redes sociais” que está provocando reação do Estado brasileiro.
“As consequências daqueles que, irresponsavelmente, estão prosseguindo nessa linha serão muito drásticas, inclusive com restrições ao financiamento de empresas, com a possível criação de uma lista suja. Isso afeta profundamente o estado democrático brasileiro. […] A todos é garantido o voto livre. Ninguém está obrigado a seguir a orientação de quem quer que seja”, afirmou o presidente do TST.
Vieira de Mello Filho afirmou que todos os casos serão investigados. “Se houver discriminação na dispensa, as consequências serão muito graves”, acrescentou. O ministro caracterizou os responsáveis pelos casos registrados como uma “minoria iludida por uma falsa colocação feita pelas redes sociais”.
Na noite de 5ª feira (29.out.2026), a Justiça do Trabalho determinou que a Meta retire do ar, em até 24 horas, publicações no Instagram que incentivam empresários a vigiar, expor e demitir funcionários em razão do voto.
