A percepção do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que a economia dos EUA é capaz de suportar uma expansão robusta sem alimentar a inflação foi posta em xeque por dados recentes, com um importante índice de inflação apresentando um salto e fortes gastos do consumidor e investimentos empresariais impulsionando o crescimento da atividade para além do nível que a maioria das autoridades do banco central considera sustentável.
Warsh, em declarações na quarta-feira após a decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas, afirmou que não achava que a economia estivesse “superaquecida” e que não queria “colocar areia na engrenagem” de uma expansão que vem ganhando força impulsionada por investimentos em inteligência artificial e pelos gastos do consumidor, que continuam a crescer apesar dos ganhos modestos na renda.
O salto no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, anunciado na quinta-feira (29) pelo Departamento de Comércio dos EUA, no entanto, foi ainda maior do que o previsto, com a produção crescendo a uma taxa anualizada de 3,4% no período de julho a setembro, os gastos do consumidor subindo robustos 3,8% e os investimentos em equipamentos empresariais registrando um aumento massivo de 20,9%.
Esse ritmo pode não se manter.
