A disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores com o objetivo de boicotá-los em razão de suas preferências políticas tem provocado reação de entidades representativas e órgãos ligados ao sistema de Justiça.
Nas últimas semanas, organizações empresariais, seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o MPT (Ministério Público do Trabalho) passaram a alertar para os riscos jurídicos e democráticos associados a iniciativas que incentivam o boicote econômico ou a perseguição profissional por razões político-partidárias.
A mobilização ocorre em meio ao aumento dos relatos de constrangimentos, discriminação e retaliações registrados depois das eleições de 2026.
Bares e restaurantes
O setor de bares e restaurantes está entre os mais afetados por esse tipo de lista -o que levou a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) a ser uma das primeiras entidades empresariais a se manifestar oficialmente sobre o tema.
Em nota intitulada “Abrasel repudia listas de boicote e discurso de ódio após as eleições”, a associação condenou a circulação de listas que associam estabelecimentos a determinados posicionamentos políticos e incentivam consumidores a deixar de frequentá-los.
A associação lembra que os empresários do setor representado pela entidade têm diferentes convicções políticas e que a diversidade de opiniões deve ser respeitada.
