O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou ter cometido fraudes nas operações com o Banco de Brasília (BRB) e afirmou que a crise enfrentada pela instituição pública foi provocada pela liquidação do Master e pelas investigações da Polícia Federal (PF).
Em depoimento, ele também alegou ser vítima de perseguição e pediu o arquivamento do processo. “O banco vive de credibilidade", disse. "Depois da liquidação e da minha prisão, foi sacado R$ 9 bilhões do BRB. A crise do BRB não foi causada por mim".
Vorcaro negou a comercialização de créditos inexistentes e sustentou que nem o BRB nem seus clientes sofreram prejuízos. Ele reconheceu problemas em carteiras vinculadas à empresa Tirreno, mas afirmou que a situação foi resolvida mediante a substituição dos ativos.
O ex-banqueiro também acusou um agente de persegui-lo havia seis anos e alegou que a suspeita de fraude de R$ 12 bilhões seria uma tentativa de justificar sua prisão.
“Fraude não teve. Não teve fraude. Não tem cliente que perdeu dinheiro, o BRB não perdeu dinheiro”, afirmou. Vorcaro pediu uma perícia internacional independente e criticou a pressão sobre os investigadores.
Imóveis de R$ 146 milhões
Vorcaro também negou ter oferecido imóveis avaliados em R$ 146 milhões como compensação a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Segundo ele, os imóveis seriam cedidos para moradia, sem transferência de propriedade, caso Costa assumisse um cargo de gestão depois da eventual fusão dos bancos.
