Cães que vivem próximos da Usina Nuclear de Chernobil, na Ucrânia, apresentam diferenças genéticas que podem estar relacionadas às condições ambientais da região. Uma nova pesquisa identificou indícios de seleção direcional em mais de 100 trechos do seu genoma, com genes associados, por exemplo, ao desenvolvimento de câncer, ao reparo do DNA, ao funcionamento do sistema imune e ao ciclo celular.
Para chegar a esses resultados, a equipe, formada por representantes de diferentes instituições dos Estados Unidos, comparou os dados dos cachorros que vivem em Chernobyl com os de outras populações caninas isoladas. Detalhes de suas observações foram descritos em um artigo publicado no final de setembro na revista Genes.
Diferenças em relação a outros cães
A investigação dá continuidade a um estudo anterior. Nele, os pesquisadores verificaram diferenças genéticas entre o grupo de cães que vive nos escombros das instalações da Usina Nuclear de Chernobyl e aquele que habita a cidade abandonada de Chernobyl, localizada a aproximadamente 16 km dali.
Segundo a análise inicial, os cães da cidade apresentaram semelhanças genéticas com populações da Rússia, da Polônia e de regiões vizinhas. Já os animais da usina tinham características distintas, especialmente em trechos do DNA relacionadas ao reparo de danos genéticos.
O que revela nova análise genética dos cães que vivem em Chernobyl
