Conhecida mundialmente como “suicide by cop” (suicídio por confronto policial), a expressão é usada para retratar situações em que uma pessoa provoca, de forma deliberada e intencional, uma reação letal de policiais como forma de tirar a própria vida.
Segundo um artigo publicado na revista Psicologia Jurídica Forense, o comportamento pode envolver atitudes ameaçadoras que colocam a pessoa e terceiros em risco e levam a uma intervenção policial.
O estudo aponta que a identificação do fenômeno pode ser dificultada uma vez que, em alguns casos, a pessoa não demonstra inicialmente comportamentos suicidas.
Nos últimos dias, a expressão voltou a ser debatida após a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, durante uma abordagem policial em Moema, na zona Sul de São Paulo. O jovem foi atingido por 27 disparos e morreu no local, na madrugada do dia 10 de outubro.
De acordo com a Polícia Militar, o jovem sacou o celular e apontou contra os agentes que, segundo informado, confundiram o item com uma arma de fogo. Uma fonte relatou à CNN Brasil que a possibilidade de “suicide by cop” está entre as questões que podem ser consideradas na análise do caso.
O termo foi cunhado por Karl Harris em 1983, de acordo com um estudo da Associação de Assistência aos Xerifes de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Policial e psicólogo, Harris identificou um padrão em confrontos nos quais indivíduos pareciam buscar deliberadamente uma reação letal dos agentes.
