A reforma tributária tem data marcada desde 2023. Mesmo assim, a pouco mais de 60 dias do início da cobrança, grandes redes do varejo pedem mais um ano.
Nesta quinta-feira (29/10), o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne nomes como Magazine Luiza, Carrefour e Renner, enviou um ofício ao Ministério da Fazenda. O pedido é deixar a cobrança dos novos impostos para 2028. Na segunda (26/10), entidades do comércio e dos serviços reunidas na Unecs fizeram o mesmo apelo em um manifesto.
Os dois documentos saíram logo depois do segundo turno. Durante a campanha, o candidato derrotado Flávio Bolsonaro prometia suspender a reforma por um ano. Em outubro, consultorias relatavam empresas que tinham parado a adaptação à espera do resultado das urnas.
A Fazenda mantém a posição que já tinha em julho, quando descartou o adiamento. Para o ministério, oito anos de transição já dão tempo suficiente para a adaptação, e o maior risco agora seria um retrocesso.
Empresas já estão se adaptando
As empresas passaram 2026 testando o novo sistema, sem pagar os novos tributos. Em abril, quase metade das notas fiscais do país estava fora do novo padrão. Hoje, 86% já trazem a CBS, o novo imposto federal. No varejo, 81% dos emissores de nota ao consumidor já se adaptaram.
Sobre o receio de multas, a Receita prepara um programa que prioriza a orientação antes da punição. A lei também garante pelo menos 60 dias para a empresa se regularizar.
