O texto a seguir foi publicado originalmente no Jornal da USP.
As usinas nucleares comerciais funcionam a partir da fissão nuclear, que consiste em partir átomos de urânio ou outro material radioativo para gerar calor, transformando a água das usinas em vapor que é utilizado para movimentar turbinas e gerar energia elétrica. Contudo, pesquisadores de todo o mundo tentam desenvolver uma forma de criar uma usina nuclear que funcione a partir de fusão nuclear, o mesmo tipo de reação utilizado em armas nucleares e no núcleo do Sol, dessa forma reduzindo a produção de resíduos radioativos gerados pela indústria.
Gustavo Canal, professor do Instituto de Física (IF) da USP e autor do Programa Nacional de Fusão Nuclear (PNFN), explica as principais diferenças entre as usinas de fissão e fusão. “O que nós temos comercialmente são as usinas nucleares de fissão, que ocorre quando você pega um núcleo pesado, urânio, por exemplo, e você atira um nêutron dentro desse núcleo, e esse núcleo desestabiliza e fragmenta em pedaços menores, esse processo de fragmentação é que libera energia.
