A primeira conta, a do equilíbrio fiscal, somente poderá ser feita com o ajuste fiscal, ou através da emissão de moeda com sérias consequências políticas e futuras para Lula e para o PT. Portanto, o ajuste fiscal será feito, para sair da armadilha em que o próprio governo se colocou. Lula deverá fazer o ajuste fiscal logo no início de seu governo, doa a quem doer. Como diz Maquiavel, positivamente, “que se faça o mal de uma só vez, e o bem paulatinamente”. Em sendo feito o ajuste fiscal, poderá então ser tentado algo na política econômica para os próximos anos.
A segunda conta, a do desenvolvimento econômico e social, será outra tarefa árdua para o governo. O Brasil não cresce desde 2010, com o PIB estancado na casa dos US$ 2,2 trilhões em dólares correntes, enquanto o mundo foi de US$ 67 trilhões para US$ 118 trilhões, Estados Unidos de US$ 15 trilhões para US$ 31 trilhões, União Europeia de US$ 15 trilhões para US$ 21 trilhões, China de US$ 6 trilhões para US$ 20 trilhões.
Três pontos serão de suma importância:
1. Governar com o centro político e econômico do país. Lula deve compor um governo amplo com o centro político e econômico do país. Não de cargos figurativos em Ministérios “para inglês ver”, mas na participação efetiva da condução da política econômica. Todas as lideranças políticas da direita já isolaram Flávio Bolsonaro e a sua família, em uma perspectiva autônoma de seus próprios interesses.
