Companhias aéreas dos Estados Unidos estão ampliando o uso de inteligência artificial para acompanhar tarifas, analisar a concorrência e aprimorar a definição dos preços das passagens. A tecnologia pode tornar os ajustes mais sofisticados e ajudar as empresas a maximizar a receita.
O avanço também levanta questionamentos sobre a possibilidade de usar dados pessoais e hábitos dos consumidores para estabelecer preços individualizados. Parlamentares americanos demonstram preocupação com os efeitos desse tipo de estratégia para os passageiros.
IA amplia o controle das companhias sobre as tarifas
As empresas aéreas já utilizam sistemas sofisticados para administrar os preços dos bilhetes. Com a inteligência artificial, elas buscam ampliar a capacidade de analisar informações do mercado, acompanhar os valores cobrados por concorrentes e testar novas aplicações relacionadas à precificação e à operação dos voos.
O objetivo é aproveitar melhor as variações de demanda e as condições do mercado para definir quanto cobrar por cada passagem. A tecnologia também abre espaço para estratégias mais detalhadas, que podem considerar informações sobre o comportamento dos consumidores.
É justamente essa possibilidade que preocupa parlamentares nos Estados Unidos. O uso de dados pessoais para oferecer preços diferentes a cada cliente levanta dúvidas sobre os limites da precificação individualizada e seus possíveis impactos para os passageiros.
