O BoJ (Banco do Japão, em inglês) manteve a taxa básica de juros em 1,25% ao ano, em comunicado publicado nesta sexta-feira (30).
A manutenção era amplamente esperada por analistas consultados pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), para que os dirigentes possam avaliar os efeitos do aperto monetário realizado em setembro e os riscos da persistência da inflação.
No mês passado, a CPI (inflação ao consumidor, em inglês) no Japão acelerou para 2,1% na taxa anual, acima da meta pela primeira vez em nove meses.
O banco central japonês informou que a decisão foi tomada pelo placar de 8 a 1, com a dissidência de Hajime Takata, que defendeu acelerar o ritmo de aumento dos juros até atingir um nível neutro - que não restringe ou estimula a economia - para controlar a inflação na meta de 2%.
O dirigente votou por alta da taxa básica de 25 pontos-base, para 1,5% ao ano.
Em nota, a autoridade monetária do Japão ponderou que as condições financeiras seguem acomodatícias e que a economia está se recuperando moderadamente, apesar de alguma fraqueza recente.
O BoJ disse ainda que continuará a monitorar a guerra no Oriente Médio, o iene e a demanda por IA (inteligência artificial), e elevará juros a depender do crescimento econômico, preços e condições financeiras.
O BoJ elevou projeções para a taxa anual do núcleo do CPI em 2027, de 2,4% para 2,6%, embora tenha mantido previsões para este ano (+2,5%) e 2028 (+2%) inalteradas.
