A líder comunitária da “Associação de Moradores da Favela do Moinho”, Alessandra Moja Cunha, deixou a prisão nesta terça-feira (27) após receber liberdade provisória da Justiça de São Paulo. Alessandra foi presa no início de setembro durante a Operação Sharpe, do MPSP (Ministério Público de São Paulo), que investigou a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) na Favela do Moinho.
Ela estava detida na Penitenciária Feminina de Santana, na zona Norte de São Paulo.
A Justiça considerou o pedido da defesa de Alessandra, que alegou “questões humanitárias” relacionadas aos dois filhos menores de idade da mulher: uma adolescente e um filho com TEA (Transtorno do Espectro Autista) que, segundo os advogados, precisa de cuidados específicos.
Entre as medidas cautelares descritas na decisão estão a proibição do contato com outros réus, como o próprio irmão, além do comparecimento a cada dois meses em juízo, impedimento de se ausentar da comarca de sua residência sem autorização judicial e aproximação da região central da capital.
A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Alessandra e aguarda o retorno.
Nas últimas semanas, a página criada por moradores da Favela do Moinho nas redes sociais se mobilizou com a campanha “Alê Livre”, em referência ao pedido de liberdade de Alessandra.
Presa em operação
Alessandra foi presa no dia 8 de setembro no âmbito da Operação Sharpe.
