O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, apesar de ter ajudado o candidato derrotado à Presidência a chegar aos EUA após anos de apoio a ele e a seu pai, afirmaram na quinta-feira (29) uma autoridade norte-americana e outra pessoa a par do assunto.
Trump disse que a eleição brasileira de domingo pareceu “manipulada”, mas ressaltou que não ofereceu apoio algum na disputa. Trump também declarou que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a reeleição por cerca de 3,5 pontos percentuais, contrariando as pesquisas de intenção de voto.
A autoridade norte-americana e a pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Trump não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Flávio Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham dito que o presidente pode mudar de ideia.
A postura do governo Trump sugere que o presidente pode estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil, que passaram por altos e baixos nos últimos meses.
Partida logo após a eleição
Uma terceira autoridade norte-americana, também falando sob condição de anonimato, disse que o capital político de Flávio diminuiu agora que ele está no autoexílio. Muitos conservadores no Brasil que esperavam que ele liderasse a oposição nos próximos anos criticaram a fuga.
