O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, prestaram declarações à imprensa nesta sexta-feira (30/10) para detalhar os mais recentes desdobramentos e o balanço de vítimas do trágico acidente ferroviário que matou dezenas de pessoas nessa quarta-feira (28/10) nas proximidades da estação de Urda, na província de Toledo.
As autoridades locais e federais seguem mobilizadas no que já se consolida como uma das maiores tragédias no transporte do país nos últimos anos. Sánchez destacou também a dimensão internacional do desastre ao revelar que há suspeita de vítimas de até 27 nacionalidades distintas entre os atingidos.
Fontes do Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmaram que pelo menos 51 cidadãos estrangeiros estiveram envolvidos no acidente.
Destes, acredita-se que dois tenham morrido, nove ficaram feridos e 18 não sofreram ferimentos graves. A situação de 22 pessoas permanece incerta.
Segundo o chanceler, os órgãos de estado atuam em estreita cooperação e comunicação direta com as respectivas embaixadas e representações consulares para prestar assistência aos familiares estrangeiros.
Balanço trágico
Até o momento, foram confirmadas as mortes de 69 pessoas e 58 feridas, número que ainda pode sofrer alteração diante do cenário de buscas e resgates.
As forças de socorro contabilizam ao menos 70 pessoas desaparecidas.
