A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga repasses da “caixinha” de Marcinho VP ao filho, o rapper Oruam. Em mensagens à mãe, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, o artista relatou que buscou dinheiro em um ponto controlado por traficantes no Complexo do Alemão.
O inquérito investiga Oruam, cujo nome é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, e Márcia por suspeita de integrar organização criminosa e lavar dinheiro do tráfico. Os agentes analisam dados do celular dela, companheira de Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho (CV).
O relatório policial não informa os valores destinados ao rapper nem identifica os responsáveis pelas entregas. Oruam também não detalha as quantias nas mensagens. Fontes ouvidas pela coluna confirmam outras visitas do artista ao local.
Investigação apura origem e distribuição dos recursos
Segundo a polícia, líderes do CV arrecadam dinheiro em comunidades dominadas pela facção para abastecer a “caixinha”. Parte dos recursos vai para Marcinho VP e seus familiares, diretamente ou por intermediários.
Os investigadores apontam que, mesmo preso há décadas, Marcinho VP mantém influência sobre as finanças da facção e decide sobre despesas familiares e investimentos. Entre os responsáveis por recolher e distribuir dinheiro estão Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D; e Edgar Alves de Andrade, o Doca.
