A central sindical italiana USB (Unione Sindacale di Base) convocou uma greve geral no país para esta 6ª feira (30.out.2026), com paralisações nos setores público e privado e manifestações em diversas cidades. Em Roma, está programado um ato organizado pela central.
Além da USB, os sindicatos Cobas (Comitati di Base), ADL (Associazione per i Diritti dei Lavoratori e delle Lavoratrici), Clap (Camere del Lavoro Autonomo e Precario) e Sial (Sindacato Autorganizzato Lavoratori) também convocaram greves. Também estão marcados protestos estudantis nas principais cidades italianas.
As reivindicações têm 2 eixos principais:
o aumento do custo de vida, que, segundo os organizadores, dificulta cada vez mais que os trabalhadores arquem com despesas essenciais; e
o volume de recursos públicos destinados às Forças Armadas.
A USB exige que os salários sejam corrigidos de acordo com o custo de vida. O sindicato defende a reintrodução da chamada scala mobile, mecanismo que, no passado, reajustava automaticamente os salários de acordo com a inflação.
A entidade também reivindica medidas para reduzir o preço de bens essenciais, das contas domésticas e dos aluguéis, além da redução do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) sobre produtos de primeira necessidade.
A USB afirma que o governo italiano destina recursos excessivos aos gastos militares, enquanto mantém financiamento insuficiente para saúde, educação e outros serviços públicos.
