Nas encostas elevadas dos Valles Calchaquíes, em Salta, no noroeste argentino, a história de Juan, de 72 anos e Antolina de 74 anos, redefine a convivência conjugal. Eles dividem a jornada afetiva há mais de 50 anos, mas decidiram habitar ranchos individuais de alvenaria rústica localizados na marca dos 3.500 metros de altitude. Essa escolha demonstra como a autonomia espacial pode caminhar lado a lado com um relacionamento duradouro.
A decisão de residir em imóveis próprios não teve origem em conflitos, mas no respeito ao histórico de cada um, pois ambos já detinham suas propriedades antes do matrimônio. A localização remota coloca as moradias a uma distância de cinco horas a pé em relação a Cafayate, polo urbano da zona. O arranjo familiar conta com o apoio do filho Clemente, que habita com a mãe, enquanto os outros dois herdeiros fazem visitas esporádicas.
"O Bosque Selvagem": filme levou 5 anos e pode ser destaque no Oscar 2027
Rios de gelo: entenda como se formam as geleiras e onde elas estão localizadas pelo planeta
Como os engenheiros de Roma "rasgaram" as montanhas dos Alpes para criar a primeira grande rede de transportes do planeta
A caminhada matinal e a rotina rústica na serra
O dia a dia do casal ganha ritmo nas primeiras horas da manhã, momento em que Juan percorre uma rota de 20 a 30 minutos na companhia de seu cão até a habitação de Antolina. Unindo forças, os dois conduzem ovelhas e cabras para o pasto e dividem todo o manejo do rebanho.
