Em 2019, Jodi Pierson encontrou objetos estranhos no solo de sua propriedade no estado de Montana, nos Estados Unidos. Ela chamou paleontólogos, que escavaram 191 ossos, formando um esqueleto com mais de 5 metros de comprimento e quase 3 metros de altura. O crânio estava praticamente completo.
Tratava-se do fóssil de um dinossauro raro, o Nanotyrannus, do qual, até então, só eram conhecidos outros dois esqueletos de grande porte. O animal provavelmente era um indivíduo adulto.
O fóssil, batizado de “Jodi” em homenagem à proprietária do terreno, foi vendido nesta semana em um leilão da Sotheby’s, em Nova York. Inicialmente, a casa de leilões estimava que o Nanotyrannus seria arrematado por um valor entre US$ 6 milhões e US$ 9 milhões. Após uma disputa acirrada, o esqueleto foi vendido por US$ 47,3 milhões, tornando-se um dos fósseis mais caros do mundo. O comprador não foi identificado.
“Mini-tiranossauros”: descoberta nova espécie de dinossauro
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Parente do Tyrannosaurus rex, o Nanotyrannus habitou a Terra há cerca de 67 milhões de anos, no final do período Cretáceo. Ele era menor que seu primo famoso, mas compartilha com ele características como a alimentação carnívora e o bipedalismo, ou seja, a capacidade de se locomover sobre as duas patas traseiras. Por muito tempo, cientistas chegaram a acreditar que o Nanotyrannus era, na verdade, um tiranossauro jovem.
