O número de mortos no acidente entre 2 trens de alta velocidade ocorrido na 4ª feira (28.out.2026), na Espanha, subiu para 69.
Foi o acidente ferroviário mais letal desde o descarrilamento ocorrido em Santiago de Compostela, em 2013. Segundo o Ministério do Interior espanhol, a operação de resgate mobilizou mais de 800 militares e policiais, mais de 200 veículos, 3 helicópteros, 1 posto de comando móvel, drones e cães farejadores.
Guindastes trabalharam durante a noite para levantar partes dos destroços. Emiliano García-Page, presidente da Junta de Comunidades de Castela-Mancha, confirmou o aumento do número de mortos. Restos mortais foram encontrados durante os trabalhos de resgate em um vagão que estava tombado.
Entre as vítimas estava Fátima Báñez, ex-ministra do Trabalho da Espanha, que presidia a área de responsabilidade social e corporativa da confederação patronal espanhola.
O Ministério das Relações Exteriores espanhol informou que 42 cidadãos estrangeiros de 7 países estavam envolvidos no acidente. Um deles morreu e pelo menos 7 ficaram feridos. Ao todo, 57 pessoas feridas continuavam hospitalizadas.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou na 5ª feira (29.out) que o acidente ocorreu depois que uma falha no sistema de comunicação de sinalização levou à interrupção da circulação de vários trens.
