Astrônomos identificaram uma estrutura incomum ao redor da anã branca J1328-1450, o núcleo remanescente de uma estrela semelhante ao Sol. As observações, realizadas com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), revelaram dois discos concêntricos de detritos separados por uma lacuna.
A descoberta, publicada nesta semana na revista Nature Astronomy, pode ajudar a compreender o destino de sistemas planetários após a morte de suas estrelas.
A estrutura é diferente da observada em outros sistemas semelhantes e pode ser mantida por dois corpos planetários que sobreviveram à transformação da estrela. Um deles teria dimensões comparáveis às de um asteroide, enquanto o outro poderia alcançar o tamanho de Plutão ou até mesmo da Lua. O sistema oferece pistas sobre o que pode acontecer com o Sistema Solar em um futuro distante.
Dois anéis ao redor de uma anã branca
Estrelas semelhantes ao Sol passam por mudanças intensas nos estágios finais de suas vidas. Elas se expandem e liberam suas camadas externas, podendo engolir e destruir planetas próximos. Depois desse processo, corpos rochosos que restam podem se fragmentar e formar um disco de detritos ao redor da estrela morta.
No caso da J1328-1450, porém, os pesquisadores encontraram uma configuração incomum: em vez de um único anel, o material está distribuído em dois anéis concêntricos.
