Fugido nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais, enfrenta três processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e deve concentrar os próximos meses na construção de sua defesa.
Diferentemente do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, o político constituiu um time de advogados para representá-lo, que correm contra o tempo para evitar novas decisões judiciais.
Flávio saiu do Brasil na noite da última terça-feira depois de um dia de versões desencontradas e informações falsas de aliados sobre seu paradeiro. Com a mulher e as duas filhas, ele pegou um avião para a Argentina, fez escala no Equador e pousou em Miami.
A decisão ocorreu após o STF determinar a entrega de seus passaportes às autoridades. A ordem é do ministro Alexandre de Moraes no âmbito do processo em que o ex-candidato à Presidência da República e o advogado Willer Tomaz, que são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.
Asilo
O parlamentar deve pedir asilo político ao governo de Donald Trump e alegar que sofre perseguição, ameaças e violações graves de direitos no Brasil. A defesa também atua para tirar o processo sobre lavagem de dinheiro da relatoria de Moraes e encaminhar ao ministro André Mendonça.
