Meus dedos estão cansados de tanto ter teclado ao longo da última campanha eleitoral que o sacripanta do Flávio Bolsonaro (ou prefere chamá-lo de velhaco, patife, canalha, enganador, sem caráter?) não passava de uma cópia encardida do pai, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.
Não passou de farsa apresentar-se como o Bolsonaro que parte do país ansiava. Está aí para quem quiser ver: se moderado de fato fosse, reconheceria os resultados das urnas, cumprimentaria o presidente eleito e vida que segue - no caso dele, como o principal líder da oposição, detentor de quase 60 milhões de votos e provável candidato a presidente do Brasil nas eleições de 2030. Lula perdeu três batalhas cruentas antes de subir pela primeira vez a rampa do Palácio do Planalto. Flávio não poderia perder uma?
Mas não. Com medo de ser preso de uma hora para a outra, porque sua vida está ameaçada de ser engolida por um mar de lama, ele simplesmente correu para os braços de Donald Trump em busca de um local seguro e acolhedor. Ao desembarcar na pátria dos sonhos de toda a sua família, uma vez rasgada a fantasia de político moderado, revelou-se o que nunca deixou de ser: um golpista, como o pai.
Trump pode gostar de golpistas, até porque, sem sucesso, ele já tentou abolir a democracia no seu país. Mas detesta a proximidade com derrotados.
