O Centrão recalcula a relação com o PL para a próxima legislatura, em meio às articulações para a reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Apesar de partidos do bloco terem apoiado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, dirigentes buscam preservar espaço nas negociações com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e evitar que os bolsonaristas avancem sobre o comando do Congresso Nacional - principalmente agora que o derrotado nas urnas fugiu para os Estados Unidos (EUA) e deixou seus aliados sem direção.
O cenário coloca em evidência uma diferença entre as alianças eleitorais e os acordos parlamentares. União Brasil, PP e Republicanos apoiaram Flávio no segundo turno, mas integrantes dessas siglas já sinalizam que a posição na eleição presidencial não significa adesão automática a uma estratégia conjunta com o PL no Legislativo.
Recalculando a rota
Centrão recalcula relação com o PL e busca preservar espaço nas negociações pelo comando do Congresso a partir de 2027;
PT declarou apoio à reeleição de Hugo Motta, em articulação que dificulta uma eventual candidatura do PL à presidência da Câmara;
PL quer ampliar influência em comissões estratégicas, como CCJ, Relações Exteriores e Segurança Pública;
PL marcou reunião para decidir se lançará Rogério Marinho contra Davi Alcolumbre, que já reúne apoio de partidos de diferentes espectros políticos.
