O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou esta semana as conversas com governistas e oposicionistas para ampliar o apoio à sua reeleição, mas enfrenta desconfiança dos dois lados.
A discussão de um possível perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incomoda aliados do governo, enquanto integrantes da direita cobram resultados antes de decidir se apoiarão a permanência do amapaense no comando da Casa.
Apesar das resistências, Alcolumbre avalia que já teria votos suficientes para vencer a eleição de 1º de fevereiro de 2027. Segundo interlocutores, ele conta com dissidências da oposição e tem recebido sinalizações de apoio nas conversas com os atuais senadores e os eleitos neste ano.
O senador pretende avançar nas negociações com o PL nas próximas semanas, enquanto aliados esperam que outras siglas anunciem adesão à sua candidatura. A aposta é ampliar uma base que já reúne partidos do governo e de fora dele, sem depender de um entendimento com toda a oposição.
MDB, PSD e PT já sinalizaram respaldo à recondução de Alcolumbre. Na terça-feira (27/10), União Brasil e PP também anunciaram apoio. As cinco bancadas somarão 33 senadores em 2027, oito a menos que os 41 necessários para eleger o presidente da Casa.
