O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está isolado ao não reconhecer o resultado das eleições presidenciais brasileiras, que deram a vitória ao petista no último domingo (25/10).
Na avaliação de auxiliares do Executivo federal, não há espaço para questionamentos ao pleito, uma vez que o resultado foi reconhecido por lideranças internacionais, partidos brasileiros, inclusive o PL, legenda do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, e representantes do Legislativo e Judiciário locais.
Além dos Estados Unidos, países como Argentina e Israel, aliados de Trump, não parabenizaram Lula e nem reconheceram oficialmente sua vitória.
Javier Milei, inclusive, foi o único chefe de Estado da América do Sul a não cumprimentar o presidente brasileiro reeleito. O gesto foi feito por outros líderes da direita na região, como o colombiano Abelardo de la Espriella, o paraguaio Santiago Peña, o chileno José Antonio Kast e o equatoriano Daniel Noboa.
O entendimento no governo é de que, sobretudo pelo tamanho da vitória de Lula nas urnas, que teve 64 milhões de votos contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro, não há margem para que dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro sejam consideradas legítimas.
Fortalecimento
A gestão Lula também avalia que está mais fortalecida neste cenário do que estava no ano passado, durante a crise do tarifaço.
