As obras de requalificação nos calçadões do centro de São Paulo permanecem em andamento, e, para muita gente, seguem sendo motivo de insatisfação. Iniciadas na região do Quadrilátero Histórico, na República, em julho de 2025, os trabalhos se encontram em diferentes estágios de andamento em cada uma das ruas englobadas, algumas já avançadas, enquanto outras, como a comprida Rua Barão de Itapetininga, praticamente intocadas.
O cenário mais caótico no momento é o da Rua Dom José de Barros, que já havia sido tema de reportagem publicada pelo Metrópoles em setembro do ano passado, pouco menos de três meses após o começo dos trabalhos na via.
De lá para cá, a situação mudou um pouco. Na reportagem anterior, o foco havia sido na parte da rua mais próxima à Avenida São João onde, agora, os trabalhos já foram concluídos. Nesses 12 meses, os trabalhos foram deslocados para a parte mais próxima da Rua 7 de Abril, que conta com bares, restaurantes, uma galeria e uma academia, além de outras lojas.
Rendimentos de comerciantes despencaram
Entre os comerciantes do local, as opiniões são quase unânimes: o movimento foi duramente afetado, com a grande maioria dos lojistas entrevistados pelo Metrópoles relatando quedas de 30% a 40% no faturamento, “na UTI”, diagnostica um deles, Edson, do restaurante Frigideira, que afirmou ter medo de precisar demitir funcionários caso as obras se arrastem.
