Nas redes sociais, a rotina estampava fotos apaixonadas, trocas de beijos e declarações fervorosas de amor. Por trás das telas e dos muros do sistema prisional, contudo, a engenharia financeira que sustentava o braço mais violento do crime organizado no Distrito Federal operava a todo vapor.
Krislaine Albuquerque Miranda, companheira do presidiário Bruno da Silva Santarém Ataídes, o “Xita”, foi presa preventivamente nas primeiras horas dessa quinta-feira (29/10). Ela é apontada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como uma das operadoras financeiras de um esquema de lavagem de dinheiro a serviço da facção Comboio do Cão (CDC).
A captura da investigada é o ponto alto da segunda fase da Operação Fittizia, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor). Sob forte aparato de segurança, um efetivo de 40 policiais civis cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e medidas de estrangulamento patrimonial no DF (Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Planaltina) e no estado da Paraíba.
Homicídio na praça do DI
A derrocada do império financeiro do casal começou longe das planilhas contábeis, na violência explícita das ruas. Bruno Santarém, o “Xita”, é figura carimbada nos arquivos policiais. Ele foi um dos executores do homicídio de Wagner Faria de Queiroz, o “Neném”, ocorrido em plena luz do dia, por volta de 12h15 do dia 13 de outubro de 2020, na movimentada Praça do DI, em Taguatinga.
