Pessoas fazem fila para receber alimentos durante uma distribuição do Banco Comunitário de Alimentos do sul do Arizona, na cidade de Tucson.
Olivier Touron / France Presse
Christine, uma viúva aposentada, coloca alimentos no carrinho durante uma ação de caridade no Arizona, nos Estados Unidos. Ela participa do evento todos os meses desde que o presidente Donald Trump promoveu cortes nos programas de assistência alimentar.
AO VIVO: g1 faz cobertura completa das eleições nos EUA
"Está tudo tão difícil", lamentou a mulher de 67 anos. Ela não revela o sobrenome para evitar que as crianças de 9 e 13 anos sob seus cuidados descubram como consegue colocar comida em casa.
Até o ano passado, Christine recebia benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP, na sigla em inglês). O auxílio, de centenas de dólares por mês, complementava sua modesta aposentadoria e ajudava a sustentar a família.
Mas, em janeiro, cortes previstos na lei orçamentária sancionada por Trump retiraram cerca de cinco milhões de pessoas do programa.
"Eles não se importam com a gente", disse Christine, com lágrimas nos olhos. "O governo Trump não se preocupa com o povo".
Metade de sua aposentadoria é destinada ao pagamento do aluguel. A alta dos preços, agravada pelos efeitos da guerra contra o Irã, tornou ainda mais difícil sua situação financeira.
Cortes em programas sociais alimentam rejeição a Trump e podem influenciar eleições nos EUA
