Palco de títulos mundiais, recordes de velocidade e histórias que atravessam gerações, o Autódromo Hermanos Rodríguez recebe neste fim de semana o GP do México de Fórmula 1. O circuito, inaugurado em 1959, tem 4,304 km de extensão e guarda particularidades que vão da altitude ao traçado construído ao redor de um estádio de beisebol.
A programação começa nesta sexta-feira (30/10), com o primeiro treino livre às 15h30 e a segunda sessão do dia às 19h.
A primeira curiosidade da pista está no ar. A cerca de 2.240 metros acima do nível do mar, o autódromo é o ponto mais alto do calendário da Fórmula 1. A altitude muda o comportamento dos carros e exige adaptações das equipes.
Com o ar menos denso, os carros encontram menor resistência nas retas, mas também perdem pressão aerodinâmica nas curvas. A refrigeração dos motores e dos freios fica mais difícil, o que complica o acerto. Em 2026, há um desafio extra, já que a nova geração de motores híbridos encara pela primeira vez essa altitude extrema.
Um dos pontos mais interessantes do circuito aparece logo na largada. São cerca de 830 metros entre a posição da pole position e a primeira zona de frenagem, a maior distância desse tipo em todo o calendário. O espaço permite aproveitar o vácuo dos adversários e tentar uma ultrapassagem antes da primeira curva.
A reta também ajuda a explicar por que os carros atingem velocidades tão altas no país. Em 2025, Oscar Piastri chegou a 363 km/h.
