A bancada recorde do PL no Senado, que assume em 2027, trará um desafio de articulação não só para o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas para os parlamentares petistas e de outros partidos da esquerda. O PL vai ocupar sozinho mais de um terço da Casa.
O g1 entrevistou senadores eleitos pela primeira vez e reeleitos do PT, PSB e PDT para saber como eles se preparam para lidar com os numerosos colegas do PL, partido de Jair Bolsonaro, e para trabalhar por propostas do governo Lula.
As estreantes no Senado Marília Arraes (PDT-PE), Samanda de Lula (PT-RN) e Marília Campos (PT-MG) defendem a construção de alianças em pautas específicas, o diálogo com adversários políticos e a mobilização da sociedade para impedir retrocessos em direitos sociais.
Os senadores reeleitos Cid Gomes (PSB-CE) e Humberto Costa (PT-PE) preveem a tentativa, por parte da direita, de avanço das chamadas pautas de costumes, como projetos que restringem o direito ao aborto nos casos previstos em lei. O tema é alvo frequente de parlamentares da direita.
🔎 O aborto atualmente é garantido por lei no Brasil em três casos: gestação decorrente de estupro, risco de vida para a pessoa que gesta e fetos anencéfalos.
Composição do Senado
A composição do Senado ainda poderá sofrer alterações até fevereiro, quando assumem os eleitos em 2026, já que tanto os candidatos eleitos quanto os senadores em exercício podem trocar de partido ou assumir cargos no Executivo.
Senadores de partidos de esquerda traçam estratégias para fazer frente à bancada recorde do PL
