A empresária Karla Felmanas revelou, em um relato, como enfrentou o luto após a morte de sua mãe, Claudia Marques, em 2009, depois de 12 anos convivendo com um câncer de mama. Em conversa no programa “Na Palma da Mari: Entre Mulheres”, ela confessou que, por muito tempo, sentiu raiva de pessoas que ainda tinham suas mães por perto.
Segundo Karla, o sentimento de injustiça era intenso. “Eu tinha muita raiva de quem tinha mãe. Olha que coisa bizarra, sendo que eu sou mãe”, declarou. Ela explicou que não conseguia se conformar com a ausência da mãe, a quem descrevia como uma pessoa muito especial e querida por todos ao redor.
Durante anos, o Dia das Mães se tornou a data mais dolorosa do calendário para Karla. “Para mim, a pior data era o Dia das Mães. Demorou muitos anos para eu entender que era o meu dia, que eu também sou mãe, que meus filhos têm o direito de querer comemorar”, afirmou.
Ela relatou que só queria que o dia passasse o mais rápido possível, sem conseguir celebrar nem mesmo com os próprios filhos. “Até hoje não é um dia feliz para mim, mesmo sendo mãe. É um dia que eu gostaria de estar com a minha mãe”, acrescentou.
A psicanalista Monica Pessanha, que também esteve presente no programa, comentou sobre a complexidade desses sentimentos. Segundo ela, as datas especiais têm o poder de resgatar a dor do luto, mesmo quando a vida segue em frente. “Essas datas resgatam a dor. E elas também estão ali sendo comemoradas.
