A superinteligência artificial (ASI, na sigla em inglês) ainda não existe, mas a perspectiva de desenvolver sistemas capazes de superar as habilidades humanas em uma ampla variedade de tarefas cognitivas já influencia as estratégias das grandes empresas de tecnologia.
Na corrida para chegar à ASI, a Meta criou, em 2025, o Meta Superintelligence Labs e anunciou investimentos de centenas de bilhões de dólares em infraestrutura computacional. Antes, em 2024, Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI, fundou a Safe Superintelligence, que já levantou US$ 3 bilhões com o mesmo propósito.
No entanto, criar uma superinteligência antes de saber controlá-la preocupa cientistas como Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, dois dos três “padrinhos” da IA, que assinaram, com mais de 70 mil pessoas, um manifesto do Future of Life Institute pela proibição da ASI até haver consenso sobre sua segurança.
Confira, a seguir, o que é a ASI, como ela difere da IA atual, quais são seus riscos e benefícios e quando pode chegar.
O que é superinteligência artificial (ASI)?
Superinteligência artificial é o conceito teórico de um sistema de IA que não apenas superaria os melhores especialistas humanos em áreas específicas, mas também faria isso em praticamente todas elas, da ciência à engenharia e à criatividade.
O conceito ganhou projeção com o livro Superinteligência, publicado em 2014 pelo filósofo sueco Nick Bostrom.
