Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) intensificaram a ofensiva judicial contra adversários políticos depois do segundo turno das eleições, realizado no último domingo, 25. Em quatro dias, representantes da legenda apresentaram ou anunciaram pedidos para restringir a saída do Brasil de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).
A ofensiva começou na segunda-feira 26, quando o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) anunciou a intenção de pedir a apreensão do passaporte de Flávio. Na terça-feira 27, o deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Nikolas. Nesta quinta-feira, 29, o deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT-SP) anunciou medida semelhante contra Pavanato.
Os pedidos têm como justificativa o suposto risco de fuga dos parlamentares. Nos casos de Nikolas e Pavanato, não foram apresentados publicamente elementos concretos que demonstrassem planos de deixar o país para evitar a Justiça.
PT mira Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato
Rousseff encaminhou à PGR um pedido para avaliar a retenção do passaporte de Nikolas e impedir a saída do deputado do território nacional. O petista citou um procedimento criminal relacionado a uma suposta injúria contra Luiz Inácio Lula da Silva, em 2024. Na representação, Rousseff argumentou que Nikolas poderia deixar o Brasil para evitar a responsabilização judicial.
