O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou, nesta quinta-feira (29), com uma ação civil pública contra a Meta e pediu R$ 50 milhões em indenização por danos morais coletivos. O órgão acusa a dona do Instagram e do Facebook de permitir a circulação de publicações que incentivam empregadores a perseguir ou demitir funcionários por causa do voto.
O processo pede a retirada dos conteúdos em até 24 horas, sob multa de R$ 500 mil por publicação mantida após o prazo. A indenização e as demais medidas solicitadas dependem de decisão da Justiça.
Procurada pela CNN Brasil, a Meta afirmou que não vai comentar o caso.
O que motivou o processo contra a Meta?
A ação foi apresentada após a circulação de mensagens que estimulam a demissão de eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor do segundo turno realizado no domingo (25).
Segundo o MPT, parte das publicações orienta empresários a vasculhar as redes sociais de funcionários para identificar suas preferências políticas e usar essas informações para decidir quem contratar ou dispensar. A ação tramita na Justiça do Trabalho em São Paulo, conforme reportagem do UOL.
O órgão afirma que quatro publicações de um único perfil verificado, com 3,8 milhões de seguidores, acumularam mais de 2 milhões de curtidas.
Os procuradores também acusam as plataformas de ampliar a distribuição desses conteúdos por meio de recomendações em áreas como Explorar e Reels.
