O senador eleito pelo Rio Grande do Sul Sanderson (PL) afirmou, em entrevistas ao Jornal da Oeste Primeira Edição e ao Oeste com Elas desta quinta-feira, 29, ter recebido informações de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria preso, motivo pelo qual o ex-candidato à Presidência deixou o Brasil.
“O indicativo que recebemos é de que prenderiam Flávio”, declarou Sanderson. “Se ele teve que sair é porque seria espezinhado, seria constrangido, a ideia era prendê-lo.”
Flávio chegou a Miami, na Flórida, na manhã de quarta-feira, 28, acompanhado da mulher e das duas filhas. O senador deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes e proibir sua saída do país, logo depois da confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de saída do Brasil pelo parlamentar. Flávio não entregou os documentos no prazo estabelecido, e seus passaportes brasileiros foram cancelados. Na noite de terça-feira, 27, o senador atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular com destino aos EUA.
Sanderson critica atuação de Moraes
Para Sanderson, a ordem de apreensão dos passaportes foi um sinal de que Flávio seria preso. “Eu faria a mesma coisa”, afirmou. “Imagina com duas filhas menores. O que queriam fazer com ele? Prender, algemar, constranger, humilhar.
