A Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo analisa nesta 5ª feira (29.ou.2026) o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Protocolada em 25 de outubro pelos vereadores Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, todos do Psol, a representação mostra possíveis infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade relacionados ao segundo turno das eleições de 2026.
O documento apresenta duas principais acusações contra o prefeito: o descumprimento de uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota operacional de ônibus da capital no dia da votação e o possível uso da estrutura municipal para pressionar servidores a participar de atividades de campanha.
Descumprimento de decisão judicial
Um dos pontos da denúncia é o possível descumprimento de uma decisão da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, de 23 de outubro. A Justiça determinou que a Prefeitura disponibilizasse toda a frota operacional de ônibus no 2º turno das eleições, realizado no domingo (25.10.2026), com transporte gratuito e frequência equivalente à dos dias úteis. Em caso de descumprimento, o prefeito e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, poderiam receber multa de R$100.000 cada.
Segundo dados apresentados pelos vereadores, às 13h20 de domingo, 9.892 dos 13.790 ônibus da frota estavam em circulação. Os outros 3.898 permaneciam nas garagens. Naquele horário, 71,7% dos veículos estavam nas ruas.
