Fantasias, doces e abóboras esculpidas fazem parte do imaginário do Halloween, mas a festa que hoje movimenta os Estados Unidos tem raízes bem mais antigas e distantes. Entre as várias histórias e lendas sobre sua origem, a mais conhecida liga a celebração ao Samhain, antigo festival celta realizado há pelo menos 2,5 mil anos, no que hoje corresponde à Irlanda, à Escócia e ao País de Gales.
Para os celtas, o Samhain era um dos festivais mais importantes do calendário. Celebrado entre o fim de outubro e o início de novembro, marcava a transição entre a metade mais iluminada do ano (primavera e verão) e a chegada do inverno, período associado à escuridão e à morte. Segundo a tradição, na noite de 31 de outubro, a barreira entre o mundo dos vivos e dos mortos ficava mais fraca, e os espíritos podiam circular livremente.
Alguns escritos antigos indicam que os celtas acreditavam que as pessoas mortas ao longo do ano passavam para outro plano, ao mesmo tempo em que seus espíritos podiam voltar para visitar os vivos. Além disso, uma pessoa poderia, acidentalmente, acabar entrando nesse outro plano. Segundo as crenças da época, fadas surgiam de montes de terra e pregavam peças nos vivos.
Para se proteger, as comunidades acendiam fogueiras contra seres sobrenaturais, como fadas, bruxas e duendes. De acordo com alguns relatos, eles também usavam disfarces para afastar essas entidades indesejadas.
