A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, afirmou nesta quinta-feira, 29, que uma análise técnica preliminar identificou registros de alterações em arquivos do celular do investigado enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal (PF). Os advogados informaram ter apresentado uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a preservação e a entrega dos dados originais da extração.
O trabalho foi elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da MM Forense, contratado como assistente técnico da defesa do ex-banqueiro. Segundo os advogados, Vorcaro não reconhece a veracidade de parte dos conteúdos atribuídos ao aparelho e divulgados pela imprensa.
A defesa afirma que o celular, apreendido em 17 de novembro de 2025, é a prova central da Operação Compliance Zero. Dele teriam sido extraídas conversas utilizadas na investigação, além de mensagens íntimas e diálogos com advogados que chegaram ao noticiário.
Registros de atividade durante a madrugada
Segundo a nota da defesa de Vorcaro, o relatório oficial da PF registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões USB entre 23h22 do dia da apreensão e 2h25 do dia seguinte. Nesse período, o aparelho já estava sob custódia policial e em modo avião, afirma a defesa.
Os advogados destacam que o banco de dados do WhatsApp apresentou um registro de modificação à 1h48min14s, seis segundos depois de uma das conexões USB.
