A líder opositora venezuelana María Corina Machado agradeceu nesta quinta-feira, 29, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela operação militar que capturou Nicolás Maduro, em janeiro. Ela afirmou que a ação abriu caminho para a liberdade da Venezuela.
Em sua primeira entrevista coletiva desde que retornou ao país, no último domingo, 25, depois de dez meses no exílio, ela também revelou que nunca conseguiu estabelecer diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Corina: divergência com Lula
Machado afirmou manter contato com diversos presidentes latino-americanos, mas disse que não conseguiu conversar com Lula, apesar de ter interesse no diálogo. A relação entre os dois é marcada por divergências.
A venezuelana critica a posição do governo brasileiro diante da crise política no país, enquanto Lula já manifestou ressalvas às posições da oposição venezuelana. A opositora também defendeu uma mobilização em favor de novas eleições presidenciais em 2027. Segundo ela, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, apresentou um cronograma para avançar em direção à transição democrática.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também prometeu eleições limpas, mas não estabeleceu uma data. Ela afirmou que o processo dependerá de reformas eleitorais e judiciais e da renovação das autoridades responsáveis pela organização do pleito.
Corina ainda questionou a transparência de um acordo petrolífero firmado em agosto entre Washington e Caracas.
