Após oscilarem com leves baixas mais cedo, as taxas dos DIs de longo prazo ganharam força e fecharam a quinta-feira (29) com altas, na contramão dos Treasuries, com o mercado sensível aos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os contratos de curto prazo, as taxas encerraram com leves baixas.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,355%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,405% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,23%, com alta de 10 pontos-base ante 15,13%.
Os Estados Unidos divulgaram pela manhã que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 3,4% no terceiro trimestre do ano, acima da projeção de 3,2% dos economistas ouvidos pela Reuters, enquanto os gastos do consumidor em setembro avançaram 0,5%.
Já o PCE (núcleo do índice de inflação), bastante acompanhado pelo Fed (Federal Reserve) para a formulação da política monetária, subiu 0,3% em setembro, em linha com o esperado. O PCE cheio avançou 0,5% no mês passado.
Em outra divulgação, os EUA informaram que os pedidos de auxílio-desemprego no país somaram 194 mil na semana passada, ante estimativa de 199 mil.
Na esteira dos números, os rendimentos dos Treasuries passaram a exibir baixas firmes, em uma sessão em que o petróleo Brent também se manteve em queda, ainda que limitada.
