As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.
Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.
Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.
Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições, o que deve ocorrer na próxima semana -, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.
Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.
Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.
Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.
Governo de unidade
O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot, o segundo maior partido, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.
