A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quinta-feira (29) que os Estados Unidos sugeriram que o país realize eleições presidenciais no próximo ano, um cronograma que ela já havia defendido anteriormente.
Essa foi a primeira declaração de peso de Machado desde que retornou ao país, no último fim de semana.
O retorno de Machado à Venezuela traz o risco de tensionar suas relações com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, cuja gestão esteve envolvida na operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro. Maduro enfrenta acusações nos EUA por tráfico de drogas e tortura, alegações que ele nega.
Washington declarou que Machado, que já foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, tem todo o direito de estar na Venezuela; contudo, Trump também elogiou a presidente interina, Delcy Rodríguez.
A administração Trump apoia negociações entre o governo de Rodríguez e grupos de oposição, das quais o movimento “Vente Venezuela”, de Machado, não participa, visando a uma reestruturação do Conselho Nacional Eleitoral e da Suprema Corte da Venezuela antes do próximo pleito.
Machado agradeceu a Trump e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo papel que desempenharam na destituição de Maduro, ressaltando que a relação entre os dois países baseia-se no respeito mútuo e atende aos interesses de ambas as nações.
