O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha com cautela a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos e, por ora, decidiu não reagir ao caso. A viagem do senador teve a ajuda atribuída a integrantes dos governos de Donald Trump (Partido Republicano) e de Javier Milei (La Libertad Avanza).
No governo, há convicção de que a administração Milei ajudou na saída de Flávio. Ainda não há, porém, elementos formais que justifiquem uma resposta oficial.
Não há telefonema previsto entre Lula e Trump, e o brasileiro não pediu uma conversa. A orientação é não dar “palco” ao caso. Como mostrou o Poder360, a ida de Flávio, na avaliação do Planalto, constrange a oposição, não o governo.
Aliados de Lula avaliam que o senador perdeu capital político ao deixar o país. O PL reconheceu a vitória de Lula na 2ª feira (26.out), apesar de Flávio ter anunciado que pediria a cassação da chapa do presidente. Partidos que apoiaram o congressista no 2º turno também reconheceram o resultado. Ele ainda pode perder o mandato se atingir o limite de faltas no Senado.
Sem governar e sem uma bancada capaz de garantir votos suficientes no Congresso, o senador tem pouca margem para negociar com Washington pautas de interesse americano.
