Um novo estudo apontou que apenas 1 em cada 5 pacientes com câncer de pulmão da América Latina fizeram o teste genômico abrangente, procedimento que analisa o material genético para identificar alterações de uma só vez, antes do tratamento.
Segundo a pesquisa internacional, apresentada este ano no Congresso Europeu de Oncologia Médica, em Madri, na Espanha, identificou que apenas 20,5% dos pacientes com câncer de pulmão avançado avaliados realizaram o sequenciamento de nova geração (NGS, sigla em inglês).
Batizado de “ReaLuNGS”, o estudo analisou dados de 1.125 pacientes em sete países latino-americanos, incluindo o Brasil, e investigou como os testes moleculares são utilizados na prática clínica e de que maneira podem contribuir para a escolha do tratamento. Os resultados mostraram que a realização de uma análise genômica mais abrangente pode ampliar a identificação de alterações tumorais relevantes e ajudar a direcionar terapias personalizadas.
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O sequenciamento de nova geração é uma tecnologia que permite investigar simultaneamente dezenas ou centenas de genes relacionados ao câncer. Diferentemente de testes convencionais que analisam alterações específicas, essa abordagem oferece uma visão mais ampla das características moleculares do tumor.
