O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do influenciador digital e empresário Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O pedido consta das alegações finais apresentadas pelo órgão na ação penal em andamento na Justiça paulista.
Cariani responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado. A defesa afirma confiar na análise das provas pelo Judiciário e espera a absolvição do influenciador.
A promotoria também pediu a condenação de outros dois empresários, Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do esquema.
Segundo a acusação, o esquema teria desviado mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção e a adulteração de cocaína e crack. A investigação mostra que os envolvidos usavam notas fiscais fraudulentas para registrar vendas que não teriam ocorrido e ocultar o destino das substâncias.
De acordo com o MP, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada no Estado de São Paulo, da qual Cariani é sócio, estaria envolvida no esquema.
Os investigadores identificaram ao menos 59 operações suspeitas de venda de produtos químicos registradas em nome de grandes empresas, entre elas a farmacêutica AstraZeneca.
Em video publicado nas redes sociais, Cariani afirma que ele e a sócia foram vítimas de uma quadrilha.
A investigação também identificou movimentações financeiras suspeitas.
