O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe, alertou nesta quinta-feira (29) para o risco de aumento dos custos de produção diante de possíveis mudanças na jornada de trabalho e da implementação da reforma tributária.
Segundo ele, alguns segmentos industriais poderão precisar ampliar em até 20% o número de funcionários para manter o mesmo volume de produção caso a jornada seja reduzida.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva na abertura da nona edição do Imersão Indústria, realizado no BH Shopping, em Belo Horizonte.
O evento reúne empresários, especialistas e lideranças para discutir os obstáculos à competitividade do setor produtivo. Neste ano, o tema central é “Custo Brasil, O Brasil precisa. A indústria faz”.
De acordo com Roscoe, o impacto de uma eventual redução da jornada tende a ser maior em atividades que operam continuamente, com máquinas e equipamentos em funcionamento durante 24 horas por dia. Nesses casos, a reorganização dos turnos pode exigir novas contratações para que o ritmo de produção seja mantido.
“Na hora que você simula escala e jornada, no setor industrial, a maioria vai cair já para uma escala de 38 ou 40 horas”, afirmou.
Roscoe também chamou a atenção para as dificuldades de contratação e treinamento de profissionais em um prazo curto.
