Além da falta de autorização sanitária, a distribuição clandestina de medicamentos, como as canetas emagrecedoras, traz um perigo invisível para a saúde. O armazenamento e o transporte, quando realizados de forma inadequada, podem inutilizar o medicamento ou até trazer riscos maiores à saúde.
Segundo Márcia Camargo, head de transporte de materiais biológicos da TriStar Express, a degradação causada pela exposição ao calor é silenciosa.
Na maioria dos casos, o medicamento que foi mantido fora da temperatura adequada não apresenta alterações perceptíveis, seja de cor, odor ou consistência, o que torna basicamente impossível para o consumidor identificar o problema a olho nu.
O que acontece com o medicamento?
Quando a cadeia de frio é quebrada, no caso das canetas emagrecedoras, o impacto mais direto é a perda ou redução da eficácia. As alterações químicas mais comuns nessas situações são a agregação e a fragmentação das moléculas biológicas.
No entanto, há casos em que o medicamento pode ter sido congelado e cristalizado por uso inadequado de refrigeração, o que pode aumentar o risco à saúde.
De acordo com Márcia, o nível de degradação depende de dois fatores centrais: o tempo em que o remédio ficou fora da faixa ideal de temperatura e a intensidade do calor atingido.
Esses dois fatores são gerenciáveis por meio do uso de registradores de temperatura (dataloggers).
