Auxiliares do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se surpreenderam com a informação de que a Casa Branca teria participado diretamente da logística de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos.
Segundo apuração do jornal norte-americano The New York Times, que ouviu autoridades dos EUA sob condição de anonimato, o jato particular usado na viagem de Flávio, da esposa e das duas filhas teria sido providenciado por Jason Miller, aliado da família Bolsonaro e integrante da estrutura de comunicação da Casa Branca.
Para integrantes do governo Lula, já estava claro que tanto a gestão de Donald Trump quanto a de Javier Milei, na Argentina, estavam diretamente envolvidas na operação que levou o senador aos Estados Unidos.
Neste momento, o governo brasileiro não pretende tomar medidas diplomáticas sobre o caso. O alto escalão defende cautela e aguarda o resultado das eleições de meio de mandato dos EUA, as midterms, marcadas para a próxima terça-feira (3/11), antes de avaliar os próximos passos na crise que tem tensionado as relações entre os dois países.
O pleito renovará todas as cadeiras da Câmara dos Representantes, um terço do Senado e 36 governos estaduais. Pesquisas de intenção de voto indicam que os republicanos correm o risco de perder o controle de pelo menos uma das Casas do Congresso, o que enfraquecerá Trump.
