A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 9,3 trilhões em setembro, aumento de 0,97% em relação ao mês anterior, segundo o Relatório Mensal da Dívida (RMD) publicado nesta quinta-feira (29/10) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com a pasta, a variação é justificada pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 89,46 bilhões, e pela emissão líquida, no valor de R$ 76 milhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal ficou fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.
O prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública se manteve em 4,10 anos, fora do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).
A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
Apropriação positiva de juros ocorre quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
