O Partido dos Trabalhadores (PT) ameaçou deixar o bloco de apoio à reeleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), caso o Partido Liberal (PL) ingresse na aliança. O PL negocia uma aproximação com o parlamentar paraibano para ampliar a participação na distribuição de cargos e no comando das comissões da Casa a partir de 2027.
Com 121 deputados eleitos, o PL avalia que o tamanho da bancada pode não ser suficiente para assegurar postos estratégicos se o partido ficar isolado.
Fora do bloco, o PL cairia para a 14ª posição na ordem de escolha das comissões da Câmara. O partido ainda poderia presidir sete colegiados, mas teria menos opções entre as comissões consideradas prioritárias pela bancada.
A possível aproximação representa uma mudança de posição de lideranças do PL, que antes da eleição presidencial descartavam apoiar Motta em razão do alinhamento do deputado à campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da Câmara tem afirmado a aliados que ainda não houve conversas com o partido, mas demonstra disposição para ouvir as demandas da legenda.
Esquerda defende isolamento do PL
A resistência petista ocorre dois dias depois de a federação formada por PT, PCdoB e PV anunciar apoio à recondução de Motta. Na terça-feira 27, o líder do PT, Pedro Uczai (SC), justificou a composição com o centro como uma forma de garantir governabilidade ao próximo mandato de Lula.
